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Edição outubro | 2015

Postado por Sindicato em 8 de outubro de 2015

CAMPANHA SALARIAL 2015/2016

Sindicato entrega pauta de reivindicações

Empresas sinalizam que a negociação será dura e os trabalhadores não querem pagar a conta novamente

No dia 21 de setembro a pauta de reivindicações do setor químico foi entregue aos representantes patronais do grupo CEAG 10 da FIESP.

Devido ao grande destaque que a mídia tem dado à crise econômica que o país atravessa, achamos que neste ano a Campanha Salarial será mais complicada do que foi nos anos anteriores. Mas mesmo assim não vamos deixar que “nos levem no bico” porque não foi o trabalhador quem criou a crise e não será o trabalhador quem vai pagar por ela.

Os patrões não querem dar nem mesmo a reposição da inflação. Nós queremos, além da inflação, aumento real nos salários, um bom piso salarial e PLR digna. É importante que todos os trabalhadores saibam da necessidade de participar dessa luta, engrossando a voz do sindicato nas discussões sobre a reposição e o reajuste dos salários.

Começa a campanha salarial e começa também a choradeira

Mais uma vez os patrões, na ganância de manterem seus lucros, querem retirar direitos já adquiridos dos trabalhadores, portanto, teremos uma campanha salarial dura e temos que nos organizar para enfrentar suas intransigências. Além de não repor as perdas salariais (INPC de 9,86% estimado) ainda querem retirar da nossa convenção coletiva importantes conquistas como a PLR e o porcentual de horas extras e adicional noturno, entre outras.

Não causamos a crise e não vamos pagar por ela

Os patrões irão fazer de tudo para retirar direitos dos trabalhadores e assim lucrar com a crise. Vão tentar impor banco de horas, reduzir a jornada de trabalho com redução dos salários, suspender os contratos de trabalho (Layoff). Eles vão utilizar estes e outros mecanismos que só favorecem a eles próprios e prejudicam toda a classe trabalhadora.

A realidade é bem outra

Desde a crise de 2008 que o governo vem beneficiando a classe empresarial com seus pacotes de bondades. Estimam em 200 bilhões de reais entre isenção de IPI, desonerações fiscais além de empréstimos subsidiados.

A fatura vem para os trabalhadores pagar

Além do pacote de bondade o governo deu mais uma mãozinha para os patrões e uma patada nos trabalhadores ampliando de três para nove meses o tempo de contratação temporária.

Para fechar as contas com as perdas, o governo editou um pacote fiscal onde só os trabalhadores e as camadas mais pobres da população são afetados. São os que dependem dos serviços públicos, que teve cortado em torno de R$80 bilhões de investimentos em saúde, educação e moradia. Além disso tudo, criou as MPs 664 e 665, restringindo o acesso ao seguro desemprego, auxilio doença, abono salarial e pensão por morte.

Sem luta não tem conquista

Para conter a ganância dos patrões precisamos nos organizar e resistir. Não fizemos essa crise e não vamos pagar por ela.

PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES

13% (INPC + aumento real)

Piso salarial de 1500 reais

Piso para Técnicos Químicos de 2100 reais

Participação nos lucros e resultados (PLR) no valor de dois salários normativos

Garantia de emprego e melhores condições de trabalho

 

SINDICATO ATIVO

O dia a dia da luta pelos direitos dos trabalhadores

A luta diária é uma luta um tanto quanto difícil de ser notada. Muitas vezes passa em branco, despercebida e parece que não existe. Pode até gerar desconfiança em quem não está envolvido diretamente com ela.

Problemas pontuais que acontecem com os trabalhadores, problemas que as empresas criam para dificultar a vida dos companheiros como o atraso nos pagamentos, o vale transporte que não chega ou até o bebedouro que está quebrado no chão da fábrica. O assédio moral e até sexual. Esses e muitos outros problemas fazem parte do dia a dia do sindicato. E só quem acompanha de perto é quem sabe o tamanho da dificuldade para tentar garantir os benefícios que nossa categoria tem.

Nossa entidade continua firme na luta. Diante da forte crise política e econômica que assombra os brasileiros (pelo menos os mais pobres), os atendimentos continuam sendo realizados para que os trabalhadores tenham seus problemas resolvidos de maneira mais rápida e eficaz. O serviço de homologação realizado pelo sindicato visa garantir todos os direitos para os trabalhadores que foram demitidos. Até o final de setembro foram realizadas 1043 homologações na sede e nas sub sedes do sindicato.

ADVOGADOS

Nosso departamento jurídico realizou mais de mil atendimentos nos nove primeiros meses deste ano. Grande parte deles já obteve ganho de causa para os companheiros envolvidos. É o caso da funcionária da Larplas, de Limeira, que foi vítima de acidente de trabalho e ganhou direito a indenização por danos morais e pensão mensal vitalícia da empresa. E da funcionária demitida da Biocapital, de Charqueada, que engravidou no período de aviso prévio e ganhou em primeira e segunda instâncias o direito de receber os salários. A Paramount, de Americana, foi condenada a pagar 50 mil reais a título de dano moral para a trabalhadora que desenvolveu doença profissional devido as atividades exercidas na empresa. E ainda a ação coletiva movida pelo Sindicato que obriga a empresa Cartech, também de Limeira, a pagar PLR aos funcionários. O processo já foi julgado e está na fase de apresentação de cálculos de liquidação. Já os trabalhadores do Laboratório Tayuyna, de Nova Odessa, que têm direito ao adicional de periculosidade, aguardam decisão do juiz, após apresentação dos cálculos realizados por perito judicial. Além ainda, da Justiça do Trabalho de Americana ter revertido todas as demissões “por justa causa” da Duvalle e assim, garantido aos funcionários o recebimento das verbas rescisórias.

CABELEIREIROS

O serviço de cabeleireiros é outro benefício oferecido pelo sindicato e tem grande procura pelos associados. Em Americana o atendimento gratuito é feito no salão que fica na própria sede da entidade e atende, em média, cento e oitenta associados e dependentes por mês. Em Limeira, Charqueada e Piracicaba os atendimentos são feitos em salões conveniados, e também são gratuitos.

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Em Americana o atendimento é realizado se terça feira à sábado, na sede do sindicato

Além de tudo isso, o sindicato, juntamente com a Federação dos Químicos do Estado de São Paulo, é responsável por negociar, junto ao sindicato patronal, as reposições das perdas e reajustes salariais. Todos os anos essa luta é travada e, não apenas as questões econômicas, mas também as cláusulas sociais, são tratadas para que os trabalhadores não percam os direitos adquiridos e sim, conquistem novos.

Obras da nova sede em ritmo acelerado

As obras da nova casa dos trabalhadores da categoria que começaram em abril passado estão aceleradas e a previsão é que terminem até abril de 2016. O prédio foi projetado para atender com mais conforto todos os trabalhadores de Americana, Santa Bárbara e Nova Odessa, em todos os serviços prestados pela entidade como assessoria jurídica, homologações e os serviços de cabeleireiros, entre outros.

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A nova sede ainda contará com toda a estrutura de acessibilidade necessária para o atendimento dos trabalhadores que são portadores de necessidades especiais.

Bancada dos empresários faz manobra para mexer na CLT

A comissão mista que analisa a Medida Provisória 680, que dispõe sobre a instituição do PPE – Programa de Proteção ao Emprego, incorporou uma emenda ao PPE que, desde os tempos de Fernando Henrique Cardoso, vem sendo tentada. Trata-se de uma mudança no artigo 611 da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, onde o negociado prevalece sobre o legislado. Isso quer dizer que qualquer negociação pode derrubar uma lei.

Hoje qualquer negociação que rebaixe o que está garantido na CLT não tem validade e pode ser revertida com ação sindical, mesmo que tenha sido assinada pelo sindicato.

Se aprovada, esta emenda significa que nenhum direito está garantido na CLT. Será um dos ataques mais duros aos trabalhadores nas últimas décadas.

Essa matéria irá direto para o plenário da Câmara para ser votada. Cabe agora aos Sindicatos, juntamente com as Centrais Sindicais, se mobilizarem para evitar mais essa tragédia para os trabalhadores.

Vale lembrar que os partidos que apoiaram esse golpe foram PSDB, DEM, PP e PTB.

 

7º Congresso dos Químicos

Realizado no dia 26 de julho, o 7º Congresso dos Químicos de Americana e região contou com a participação dos trabalhadores da categoria e vários dirigentes sindicais, entre eles Sérgio Luiz Leite, presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas do Estado de São Paulo.

Na ordem do dia foram discutidas propostas para a adequação do estatuto à legislação atualizada e regulamentação de contribuições, entre outros pontos.

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Trabalhadores da categoria se reuniram para votar as propostas apresentadas no 7º Congresso

Após a leitura do regimento interno do Congresso e apresentação das propostas de alteração do estatuto, os trabalhadores presentes tiveram a oportunidade de debater os temas e em seguida votaram o bloco de propostas.

O presidente do Sindicato Fabrício Cardoso Cangussu argumentou sobre a importância das mudanças apresentadas e da atualização do estatuto. “Atualmente a justiça reconhece um número limitado de dirigentes sindicais. Não podemos ter uma quantidade de diretores acima do permitido porque estes não teriam direito à estabilidade por não serem reconhecidos legalmente”, disse Fabrício.

 

CASO DE POLÍCIA

Assédio dentro da Paramount acontece mais uma vez

A empresa Paramount, de Americana, mais uma vez é palco de uma cena de aberração protagonizada por um funcionário que chegou a investir em uma companheira de trabalho, dentro da empresa, durante a jornada de trabalho.

O sindicato publicou no Garra Química de maio de 2014 (veja abaixo) que a empresa tinha se comprometido em extinguir toda forma de assédio que pudesse ocorrer em suas dependências. Depois disso várias outras denúncias chegaram ao sindicato, porém, apesar de apuradas, não puderam ter sequência pois as vítimas ficaram com medo de perseguições e de serem demitidas por terem denunciado.

O sindicato, insistentemente, tenta dialogar com a empresa para que evite esse tipo de situação.

Dessa vez o assédio não foi apenas moral. Uma trabalhadora foi assediada sexualmente dentro da fábrica, sob os olhares das câmeras de segurança que a empresa mantém para vigiar seus funcionários. A trabalhadora teve seu seio tocado pelo funcionário que, diga-se de passagem, continua dentro da empresa, juntamente com outras trabalhadoras.

Com essa postura, a empresa parece concordar com a atitude desse elemento, pois o mantém dentro da fábrica, inclusive próximo a trabalhadora assediada.

Caso o ocorrido seja comprovado pela autoridade policial, resta caracterizar o crime. E a empresa é responsável pelos acontecimentos dentro da sua planta.

Pois bem. O sindicato abomina qualquer tipo de assédio promovido por patrões ou por seus funcionários. A entidade é a favor da dignidade e do respeito no ambiente de trabalho. Por esse motivo o departamento jurídico já está tomando as medidas cabíveis para este caso. Além da Delegacia de Defesa da Mulher, onde foi elaborado o B.O., nossa entidade já efetuou as denúncias no Ministério do Trabalho e também no Ministério Público do Trabalho.

Para o presidente do sindicato Fabrício Cardoso Cangussu, todos os culpados devem ser punidos. “Essa atitude é inaceitável e pode trazer consequências irreparáveis na vida dessa trabalhadora. Com certeza esse caso não vai passar despercebido e os responsáveis irão pagar com todo o rigor da lei”, disse Fabrício.

O sindicato pede para que os trabalhadores denunciem todo e qualquer tipo de assédio. Somente com denúncias é que o sindicato pode tomar as atitudes necessárias para a proteção do trabalhador contra o assédio moral e sexual dentro da empresa.

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